[...] A partitura se acabou. As notas cessaram. O calar imperou. Desgastou.
Esqueça meu sorriso. É vazio.
As cicatrizes se abriram, o sangue escorreu. Majestoso, rubro.
Meus olhos lacrimejam enquanto cada dedilhar parece um tormento.
As lágrimas escorrem em harmonia perfeita com as trevas à minha volta.
Maçãs e morangos. Nunca tais frutas foram tão podres.
Nunca tal provação diabólica fora tão tentadora.
Meus dedos não queriam desistir...
Mesmo que meu coração ja chorasse.
Minha alma estava passiva. Adormecida. Ensanguentada.
Prata e sangue. Trevas e... Você...
Você voltou...
Dê-me a mão.
Estamos juntos novamente, querida solidão.
No final é sempre você quem me abraça.
Mesmo que seus braços não me aqueçam,
Sua presença ao meu lado ainda mostra que sou querido.
Partitura desgastada. As notas cessaram. O calar imperou.
A lagrima ponderou. O sorriso desgastou. [...]
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
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